Arcebispo da Paraíba denuncia Projeto de Lei do governo que quer legalizar o Aborto no Brasil até o 9º mês de gravidez.

Veja os principais tópicos abordados por Dom Aldo num vídeo publicado no youtube





Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, repudia o projeto do PT que quer legalizar o aborto no Brasil desde a concepçao até o momento do parto.


2005 - O projeto de lei proposto pelo governo Lula que legaliza o aborto até o momento do nascimento será votado nesta quarta feira dia 30 a partir das 9:30 h da manhã pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados (CSSF).
Apesar de 97% da população ser contra a ampliação dos casos em que o aborto é permitido, mais um projeto tenta legalizar o aborto no Brasil além das gestações resultantes de estupro.

O Substitutivo do Projeto de Lei 1135/91 elaborado e apresentado à Câmara dos Deputados por iniciativa do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que torna o aborto completamente livre, em qualquer caso e por qualquer motivo, desde o inicio da gravidez até o momento do nascimento, isto é, durante todos os meses da gravidez será votado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos
Deputados esta quarta feira dia 30 de novembro a partir das 9:30 da manhã. O projeto, dos ex-deputados Eduardo Jorge e Sandra Starling, tem como relatora a deputada Jandira Feghali (Partido Comunista do Brasil / PC do B-RJ).

A votação só foi incluída pelo Deputado Benedito Dias na pauta da Comissão graças a uma manobra regimental realizada na segunda-feira à noite (28), com menos de 48 horas de antecedência. A pauta que já estava pronta desde sexta feira passada não continha a previsão da votação. A pauta atual pode ser acessada neste endereço.

A linguagem da enganação

O Projeto de Lei elaborado pela Comissão Tripartite constituída pelo Governo através da ministra Nicéia Freire afirma, no início de seu texto, em uma linguagem própria para enganar, que "assegura a interrupção voluntária da gravidez até doze semanas de gestação".
Com base nesta afirmação, tanto o Governo como todos os jornais brasileiros, sem exceção, até o momento têm divulgado que o projeto legaliza o aborto somente durante os três primeiros meses de gestação.
Mas no seu último artigo o projeto afirma também que "revoga os artigos 124, 126, 127 e 128 do Código Penal". Revogando estes artigos, qualquer aborto deixará de ser crime, por qualquer motivo e em qualquer circunstância, desde a concepção até o momento do parto.

O ocultamento do verdadeiro objetivo do projeto foi denunciado durante a audiência pública não televisionada ocorrida na Câmara no dia 22 de novembro pelos juristas Dr. Ives Gandra Martins, Dr. Paulo Leão e principalmente pelo ex-Procurador Geral da República Dr. Claúdio Fonteles.
Mentira oficializada

Apesar disso o próprio Jornal da Câmara, agora sob a responsabilidade do Deputado Aldo Rebelo, e toda a imprensa brasileira, apesar dos repórteres dos principais jornais terem estado presentes à audiência, continuam divulgando sistematicamente que o aborto está sendo liberado até o terceiro mês. O Governo deliberadamente procurou excluir da Comissão Tripartite qualquer pessoa ou entidade que não militasse pela legalização do aborto.

Segundo os dados dos principais institutos de pesquisa de opinião pública do Brasil, 97% da população é contra a ampliação dos casos em que o aborto é permitido além das gestações resultantes de estupro. Um número muitíssimo maior do que este estaria contra o projeto se soubesse que ele permitirá o aborto por qualquer motivo desde o momento da concepção até o momento do parto.

O Governo e a Imprensa estão propositadamente sonegando do público a verdade sobre este projeto hediondo o qual somente pode estar sendo votado com esta urgência, não obstante uma oposição popular destas proporções. Como já é de conhecimento geral, os projetos abortistas ocorrem graças ao trabalho de mais de duzentas ONGs financiadas maciçamente por cerca de vinte entidades sediadas nos Estados Unidos, como a Fundação Ford, a Fundação MacArthur, a Fundação Rockefeller que estão, desde os anos 60, financiando a promoção do aborto em todo o mundo, contra a vontade dos povos.
Somente no Brasil estas entidades investem por ano, em seu conjunto, mais de 20 milhões de dólares para financiar o trabalho de 200 organizações não governamentais locais e milhares de militantes que trabalham na promoção do aborto.

O que o governo brasileiro pretende com esta lei é legislar o assassinato.


A CNBB denunciou em todas as missas do Estado de São Paulo no domingo passado dia 26 de novembro o "repúdio a este projeto de matança de inocentes desde a concepção até o nascimento" e divulgou publicamente o nome dos deputados paulistas que irão participar da votação.

Outras entidades também têm se manifestado contra o projeto. Manifesto no site da Montfort:


Os Deputados que estarão votando a favor do mesmo não estão representando o povo que os elegeu, motivo pelo qual a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, presidida pelo Deputado Federal Luiz Bassuma e que conta com a adesão de 70 parlamentares da atual legislatura, começou a divulgar esta semana os nomes dos deputados da CSSF que se já se posicionaram a favor da vida, a favor do aborto e os que ainda não se posicionaram. Segundo a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, entre os titulares da CSSF havia até ontem 11 deputados indecisos, 12 a favor do aborto e 7 a favor da vida.