Lulocracia - A liberdade de expressão sangra!



autor João Batista do Lago


A liberdade de expressão sangra!
Está literalmente em risco de vida.
A facada – quase fatal – emigra
do Nordeste e fere a mãe querida.

Oh, ingrato filho, dei-te o leite das Liberdades
Fiz de ti o primogênito da Democracia
Agora, feito Vulcano, cravas-me, sem dignidade,
os ferros agora presentes em tua Lulocracia.

Prendendo-me às rochas da ignomínia,
pretendes me excluir da sociedade.
Jamais imaginei, Oh, filho ingrato, serdes
capaz de procederdes em tamanha maldade.

Neste teu vulgar pedido contra as Liberdades,
Deixaste claro o quanto e tanto de vulgaridades
residem no teu espírito demoníaco de cordeiro,
enclausurado na sacristia de um governo vil.

Abandonaste a mecânica dos nobres ideais;
Transformaste o corpo na máquina dos cardeais,
Vitupérios que sangram a livre expressão.
- Mesmo a expressão d’um mercado de opressão.

Oh filho das minhas entranhas democráticas!
Esqueceste a paixão pelas Liberdades,
Amas agora a deusa das iniqüidades,
Por ela pedes que se esqueçam as verdades.

Por ela, Ó filho das minhas Liberdades!
Tomas o cetro do divino Stálin e
impões, num mágico pedido deblaterativo
Teu mais puro horror das pudicas obviedades.

Quanta desgraça! Quanta ironia!
Jamais imaginara nos teus braços – um dia! –
Acabar em estádio de miserável agonia;
Eu – a Liberdade, que por ti morreria.